domingo, 23 de janeiro de 2011

Os rumos da população mundial

A nota de Eduardo Pegurier no site ecocidades chamou atenção. Ele divulgou o vídeo do geógrafo Hans Rosling, um especialista em transformar estatísticas em apresentações empolgantes, o qual aborda a situação econômica do mundo e as expectivas para um planeta que já alcançou os 7 bilhões de seres humanos.

Segue a nota na íntegra e o vídeo abaixo.

Chegamos a 7 bilhões. E agora?
Por Eduardo Pegurier, em 23.01.11

Cruzamos, em 2010, o limiar de mais um bilhão de humanos e estamos divididos em quem veste sandália, anda de bicicleta, compra carro e pega avião nas férias. Usando essas 4 categorias, Hans Rosling, um especialista em transformar estatísticas em apresentações empolgantes, ilustrou a situação econômica do mundo e falou dos próximos 2 bilhões de pessoas que virão.

Rosling é fundador do Gapminder, cuja missão é transformar dados vitais sobre países e indicadores sociais em gráficos. Em uma apresentação mais antiga, ele mostrou um sucesso notável da humanidade. Desde 1970, a parcela de miseráveis, aqueles que vivem com menos de 1 dólar por dia, caiu de 38% da população, ou 1,4 bilhão de pessoas em relação a um total de 3,7 bilhões, para 19% em 2000, ou 1,2 bilhão de um total de 6,3 bilhões. Nesse perído, o número absoluto de miseráveis foi reduzido em apenas 200 milhões de pessoas, mas a chance de nascer nessa situação limite caiu pela metade.

A projeção para 2015 é que caia pela metade de novo, para 10% da população, ou 700 milhões de pessoas de uma população total em direção a 8 bilhões.

No vídeo abaixo, ele fala do crescimento populacional e dos padrões de riqueza. Mostra que hoje, em 2011, estamos assim:

* 1 bilhão estão muito bem morando nos países desenvolvidos. Andam de avião nas férias.
* 1 bilhão estão chegando lá. Querem comprar um carro.
* 3 bilhões estão saindo da pobreza. Já conseguem adquirir uma bicicleta.
* 2 bilhões continuam pobres. Ainda estão de sandálias.

O crescimento populacional que ocorrerá nas próximas 4 décadas até 2050 virá dos 2 bilhões de pobres, cuja população dobrará. Eles ainda têm muitos filhos e uma mortalidade infantil entre 20 e 40%. Nesse período, a China se tornará um país rico e os países em desenvolvimento mudarão de patamar de consumo. Assim, os grandes problemas do mundo se resumem em duas categorias:

* Se o mundo não abraçar tecnologias verdes, explode.
* É preciso tirar os 2 bilhões na rabeira da situação de pobreza, pois quando a renda aumenta o número de filhos por mulher cai.

Mas esse texto não conta tudo. Não perca o vídeo (em inglês, com legenda em 35 línguas, inclusive, claro, português)

sábado, 11 de dezembro de 2010

COP 16 - devagar e sempre

A COP 16 chegou ao fim e com ela algumas resoluções internacionais para comprometer os países a reduzirem suas emissões de gases estufa.

Detalhes sobre o que ficou da COP 16 no site: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101211_cancun2_ebc_rc.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Boa leitura!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dennett, filosofia da mente e religião


Na segunda-feira (08), o filósofo Daniel Dennett veio a Porto Alegre participar do evento Fronteiras do Pensamento. Sua palestra versou sobre a mente humana, ressaltando as características e mecanismos que a diferenciam da mente animal.

Dennett iniciou a conversa com o público ressaltando a abordagem dualista de Descartes na qual a mente dos homens era superior a dos animais pela sua alma imortal, imaterial, que o faz uma coisa pensante, ao passo que os animais teriam mentes simples, guiadas pelo instinto. O filósofo confrontou essa ideia com a visão naturalista, introduzida pelo pensamento de Darwin. Mas como criar uma mente a partir da pura ignorância da seleção natural? De acordo com Dennett, o cérebro humano seria regido por uma espécie de “colônia de cupins”, através da qual esses pequenos agentes (nossos neurônios) agiriam sem saber a razão do que estão fazendo, sem um “chefe” que os controle, como programas de computador. Ou seja, somos tão especiais como Descartes pregava, mas por outras razões: como Dennett aponta, “nós temos uma alma; mas ela é composta de pequenos robôs”.

Entretanto, é possível afirmar que os melhores momentos, a partir dos quais pudemos conhecer um pouco mais sobre quem é Daniel Dennett e quais são as suas opiniões, foi a entrevista coletiva que aconteceu antes da palestra. Nesse momento, o filósofo respondeu aos jornalistas sobre um dos assuntos mais polêmicos de sua carreira: a religião. Isso porque junto com outros influentes pensadores atuais, como Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Sam Harris, Dennett é um eminente defensor do ateísmo. Além de refutar a crença generalizada de que as religiões crescem cada vez mais ao redor do globo, Dennett ainda aponta a correlação negativa entre influência da religião e o subdesenvolvimento econômico, social e científico.








Dennett também ressaltou que uma pesquisa feita nos EUA indica que, em 20 anos, apenas 4% das crianças nascidas norte -americanas serão crentes na bíblia. Uma das principais causas desse aumento de “infieis” é a liberdade de informação, já que a internet permite o acesso de qualquer pessoa à todo tipo de informação. E, segundo Dennett, a informação é inimiga da religião.

O filósofo concluiu a conversa explicando o que é o grupo Brights – illuminating and elevating the naturalistic worldview (http://www.the-brights.net/), do qual faz parte. Relacionou a palavra brights (que quer dizer brilhante) com a palavra gay (alegre), afirmando que no “bible belt” norte-americano os ateus de hoje sofrem os mesmos preconceitos que os homossexuais sofriam nos anos 50.

Foi, literalmente, brilhante!


Fotos e vídeo: Flávia Moraes e Rafael Barfknecht






quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Hidrelétricas no RS x preservação da natureza

Acabo de publicar uma reportagem, no site O Eco, sobre a questão das hidrelétricas no rio Uruguai e o excesso de empreendimentos previstos para essa região.

Quem tiver interesse pode ler a matéria completa em: http://www.oeco.com.br/reportagens/24543-bacia-do-rio-uruguai-disputa-pela-preservacao

Para entender a questão da UHE de Pai Querê, empreendimento que está em processo de análise do EIA-RIMA, ouça os comentários do professor do Instituto de Biociências da UFRGS, o botânico Paulo Brack.


domingo, 7 de novembro de 2010

Hoje, não. Amanhã, sim.


Porto Alegre está mobilizada hoje, pois um dos grandes nomes da música internacional está aqui: Paul McCartney. Não irei ao show, pois a admiração que tenho pelos Beatles e pelo Paul não paga o valor do ingresso. Mas com certeza será um grande show e quem estiver lá deve sair satisfeito e até realizado.


Por outro lado, amanhã (segunda), haverá outro show na capital dos gaúchos. Só que desta vez não será musical, mas intelectual. O grande nome da filosofia da mente e da biologia estará palestrando no Fronteiras do Pensamento:
Daniel Dennett. E os colaboradores deste blog estarão presente, fazendo a cobertura completa do evento, cujo tema é "A mente humana: o cérebro às avessas".

Perde-se na arte, ganha-se na ciência.