quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

2009 começa com tudo!

E mais um ano começa acompanhado de vários conflitos internacionais. Como se já não bastasse a mortandade sem fim que Israel está impondo à Palestina (mais de mil mortos palestinos, contra menos de 15 israelenses), a Ucrânia e a Rússia estão brigando pelo gás (fonte de energia que abastece grande parte da Europa - principalmente a Oriental).

A disputa envolve interesses econômicos, claro, e já vem se arrastando desde 1° de janeiro. Pior é que vário países do Leste Europeu já estão ameaçados de ficar sem a energia para aquecimento de casas e funcionamento de indústrias.

Uma boa matéria explicativa saiu na Folha Online. Vale à pena dar uma lida para entender um pouco mais sobre essa confusão. A Rússia voltou com tudo!

Leia mais em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u490553.shtml


BOA LEITURA E UM FELIZ 2009 A TODOS!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Quase no alvo!

Foi uma pena, mas os sapatos jogados pelo jornalista iraquiano, Muntadhar al Zaidi, contra o presidente (quase ex) dos Estados Unidos, George W. Bush, erraram o alvo.
Junto às palavras "este é o seu beijo de despedida, seu cachorro", o repórter mirou seu par de sapatos na cabeça do norte-americano, que se abaixou e escapou da 'sapatada'.
Lamentável não ter acertado e lamentável também o fato de Zaidi estar preso e ter sido torturado por isso.
Ainda bem que grande parte do povo reconheceu o ato do jornalista, que tem sido aclamado com o título de 'iraquiano honroso'.
No país deles, jogar sapato contra uma pessoa é um insulto bastante grave, pois significa que se considera a pessoa menos que um calçado, que fica sempre no chão e sujo. Principalmente no Iraque, que tanto tem sofrido com a intervenção dos EUA, essa talvez seja uma forma adequada de definir o cawboy texano.

Veja vídeo da 'sapatada': http://br.youtube.com/watch?v=_wrChJjpFVc&feature=related

Leia mais em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u479999.shtml
Crédito da foto: AP

domingo, 30 de novembro de 2008

Abandono?

Um pouco abandonado este blog, confesso. Mas foram 17 dias de dedicação quase exclusiva à Feira do Livro de Porto Alegre. E agora são provas e trabalhos...

Em breve, novos tópicos.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Serra do Sudeste – um alerta aos ambientalistas

E lá fui eu, em saída de campo com o pessoal da turma de Biogeografia, para a Serra do Sudeste Rio-Grandense. Fizemos cinco paradas diferentes, pelo caminho, para observar a geomorfologia, vegetação, solos e outras características de cada local.

Logo na primeira parada, em Arroio dos Ratos, vimos uma extensa área destinada à silvicultura, mais precisamente ao plantio de Eucalipto. As fotos mostram a quantidade de madeira e de terra a serviço das fábricas de celulose. Certo que precisamos de papel, mas os estragos que essas plantações causam ao solo são irrecuperáveis. Isso é o resultado dos problemas econômicos da região somados ao desconhecimento ambiental, pois segundo o professor Hasenack, que ministra a disciplina, a pecuária seria uma boa alternativa ao local. É apenas uma questão de manejo para que esse processo renda a mesma quantia que o plantio de Eucalipto.

Extensa área de plantio de Eucalipto em Arroio dos Ratos

Em seguida, fomos para Encruzilhada do Sul, onde vimos áreas de mata com extração de lenha e, por estar aberta, possível local de pastagem de gado. No entanto, essas atividades não são regulamentadas na região, o que demonstra a falta de fiscalização. Outro ponto preocupante é a possível nascente de rio, que deveria ter seu entorno com 50m de preservação. Mas o que se viu foi uma estrada de chão batido a menos de 2m dali.

Embora muitas outras situações de mau uso da área ou uso irregular tenham sido vistas durante a nossa viagem, chamou a atenção também a região de Tapes. Além das exageradas metragens de plantações de Pinus, que estão tomando conta de toda a orla, pude ver o que o homem faz com suas terras particulares. Havia uma propriedade com área de “Butiazal” (obviamente, um local com vários Butiás, foto ao lado, lindo!), onde permitiam a pastagem de cavalos. Tudo indica que ali dificilmente vai crescer outros butiás, porque os cavalos irão comer todas as mudas que brotarem ao redor. Ou seja, é possível afirmar que locais tão bonitos como esse na foto estão prestes a não existirem mais.

Isso tudo só demonstra como nós, seres humanos, temos a tendência a destruir a natureza ao nosso redor em nome da ganância. É um absurdo como esse desrespeito com o meio ambiente e a falta de fiscalização resultam em desmatamento e uso completamente equivocado de regiões que poderiam render os mesmos lucros com desperdícios reduzidos da utilização sustentável.

É preciso mudar a mentalidade do homem, que deve começar a perceber, se é que ainda não foi possível, a necessidade de preservar as riquezas naturais para que gerações futuras possam viver em um mundo, ao menos um pouco, habitável. Quando será que conseguiremos essa façanha? Quero estar viva para ver!

OBS: Como nem tudo é só tristeza, em meio a todos esses problemas fui surpreendida pelas lindas flores Caliandras que insistiam em colorir a região com seu vermelho irradiante.

Porque a natureza resiste ao homem! (ainda)




terça-feira, 16 de setembro de 2008

Charles Kiefer é o patrono da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre

Foi com muita humildade e surpresa que o escritor Charles Kiefer recebeu a notícia de que seria o patrono d54ª Feira do Livro de Porto Alegre. A revelação aconteceu hoje em um café da manhã no Bistrô do MARGS.

“Estou muito surpreso mesmo! Não esperava!” foram as palavras pronunciadas pelo futuro patrono, que toma posse em 31 de outubro, quando inicia a Feira. “Meu patrono simbólico é o José Pozenato. Eu votei nele e achava que ele tinha que ganhar, pois é o mais velho entre nós e merece essa homenagem”, declarou. No entanto, o colégio eleitoral formado por 252 pessoas – entre associados da Câmara Rio-Grandense do Livro, ex-patronos etc. – optou por conceder o título a Kiefer.

Embora os outros concorrentes também tivessem suas qualidades – Jane Tutikian, Carlos Urbim, José Pozenato e Juremir Machado – acredito que Charles Kiefer foi uma escolha acertada. É um escritor consagrado (com mais de 30 títulos publicados e alguns deles adaptados ao cinema, como Valsa para Bruno Stein) e de qualidade. Além disso, passa a impressão, no pouco contato que tivemos, de ser muito humilde e comprometido com a literatura e o livro. Seu ponto fraco, na visão de uma jornalista que o consulta como fonte, é que prefere escrever e não falar, o que para um literato, com certeza, é o ponto essencial.

“Quero dedicar esse patronato a minha filha Sofia, de seis anos, e às crianças deste país. São elas que vão manter os bons hábitos da leitura na sociedade”, concluiu Kiefer em seu breve pronunciamento emocionado.

Crédito da foto: Rômulo Valente